Tool – “The Pot”

Para acabar a semana da melhor maneira, recorro a uma música que não ouvia há algum tempo e que me deixa um pouco nostálgico. Há melhor maneira do que terminar a semana com uma música de Tool!? Acho que não, porque são uns senhores que escusam apresentações e basta pôr os headphones para sentir a música.

Por isso, escolho um dos maiores clássicos da banda, “The Pot”, um tema pertencente ao último álbum, “10,000 Days”. Uma música com muita força e de uma técnica de execução fabulosa. Acho que uma banda como os Tool, não se descreve em palavras, mas sim sente-se do primeiro ao último minuto de cada música.

Texto por João Alves

O concerto que mais me marcou

Como concerto que mais me marcou terei de eleger o dos Tool, em 11 de Novembro de 2006 no Pavilhão Atlântico, pois fui para ele bastante entusiasmado com o álbum 10,000 Days lançado pouco tempo antes e fiquei completamente convencido da originalidade da banda.

Obviamente que, passados todos estes anos, é difícil recordar com grande exatidão tudo o que se passou no concerto, no entanto alguns aspetos do mesmo não se apagaram totalmente: a lembrança mais imediata tem a ver com a utilização de luzes feita pela banda durante o espetáculo, verdadeiramente deslumbrante e que muitas vezes colocava a malta a olhar para cima e a ver linhas verdes a cruzarem-se; depois, o carismático vocalista  Maynard James Keenan a usar uma máscara de gás com um microfone incorporado e um moicano fantástico; os famosos vídeos produzidos pelo guitarrista da banda, Adam Jones, a passarem ao fundo em algumas músicas e, num ponto mais negativo, a longa espera a que fomos submetidos antes do concerto dada a grande minúcia com que eram revistadas as pessoas à entrada – a pedido, segundo se disse, dos próprios Tool, que não queriam o registo de imagens de qualquer tipo -, levando a que apanhássemos o concerto inicial de Mastodon praticamente no fim.

Juntando a isto um louco desvairado, perdido de bêbado, que também não se me apagou da memória e que me fez talvez questionar pela primeira vez o porquê de certas pessoas comprarem bilhetes para os concertos, as recordações não são muitas mais. Mas foi um concerto que apreciei particularmente pelo elevado profissionalismo e seriedade evidenciados pela banda, que se caracteriza por um som marcadamente progressivo, com longos caminhos de meditação profunda sempre prontos a explodir na voz marcante de Keenan e na grande energia dos seus colegas. Fico à espera do próximo.

Tool

Texto por Zé Revés.

Foto por Rita Carmo.