“Echoes” – Desde 2010 a prestar tributo aos Pink Floyd

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As bandas tributo são um fenómeno com alguns anos em Portugal. Foi na década passada que começaram a aparecer, a partir de certa altura em grande número, diversos projetos que têm como objetivo homenagear a banda, ou cantor, da qual são fãs. Temos bandas tributo aos U2, aos Bon Jovi, ao Bryan Adams, aos Xutos… e a muitos outros.

Hoje, é com Nuno Cristino, fundador e baixista dos “Echoes – Tributo a Pink Floyd” (http://echoestributoapinkfloyd.blogspot.pt), que vamos falar.

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Fale do vosso projeto, criado em 2010, como tem sido o percurso até hoje?

Tem sido um percurso de implementação do nome Echoes no meio musical, sempre a ganhar cada vez mais notoriedade no mesmo. Desde 2010 que o nome Echoes passou a ser uma referência de tributo a Pink Floyd, com concertos realizados em Lisboa, Porto, Açores, Elvas, Anadia, Sines, Castanheira de Pera, Benavente, Salvaterra de Magos, Cascais, Oeiras, Estoril, Montijo, Azeitão, Moita, entre outros, desde concertos em Bares, Sociedades recreativas, Motoclubes, Concentrações Motard, etc… com o culminar a presença no lançamento oficial do novo álbum dos Pink Floyd na FNAC.

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A vossa banda é mais de covers dos Pink Floyd ou pretende ser o mais fiel possível ao original?

Pretendemos e procuramos ser o mais fiel ao original, sendo que tocar Pink Floyd exige muito trabalho, dedicação e ter uma parte técnica / musical bem apurada.

Podemos dividir a carreira da banda inglesa em três fases, uma primeira com Syd Barrett mais psicadélica e já numa lógica de rock progressivo, uma segunda dominada por Roger Waters em que o rock progressivo foi acentuado e a sua música torna-se conceptual, e a terceira de David Gilmour em que as músicas resultam de sessões de improviso. Para si, qual é melhor fase e qual delas interpretam mais ao vivo?

Nós apreciamos toda a carreira dos Pink Floyd, em todas as fases há grandes álbuns, grandes temas e coisas muito boas. Tentamos abranger ao máximo toda a carreira da banda no nosso repertório, mas a fase de que tocamos mais temas é a fase principal dos Pink Floyd, com o Roger Waters na banda.

O que diz de “The Endless River”, o mais recente trabalho dos Pink Floyd? Pensam tocar alguma coisa dele no futuro?

É um bom álbum para o que seriam temas que ficaram de fora do álbum “The Division Bell”, apesar disso chegou a 1º lugar em inúmeros países. É basicamente uma homenagem ao teclista Richard Wright. Temos o objetivo de tocar um dos temas do novo álbum em 2015.

Quais são as maiores dificuldades que uma banda tributo encontra para poder colocar em prática o seu projeto?

Basicamente o mercado em crise e a saturação do meio musical com imensas bandas, em que a maior parte não tem qualidade e que tocam por valores muito baixos, prejudicando depois quem faz um trabalho sério e de qualidade. Depois, temos a cultura musical que em Portugal é muito pobre e onde os empresários procuram o lucro fácil em vez da qualidade musical.

Há alguma previsão do que será o ano de 2015 para os “Echoes”?

Esperamos um ano difícil, mas em que continuaremos a prestar homenagem aos Pink Floyd, com a mesma qualidade e paixão, que fazemos desde 2010.

echoes4Texto por João Catarino

Pink Floyd “The Endless River”

Depois de terem lançado “The Division Bell” em 1994, e de terem feito a respetiva tour no mesmo ano, ficou sempre no ar a dúvida da possibilidade ou não de termos os Pink Floyd de volta, com a ideia de Roger Waters voltar a juntar-se aos ex-companheiros sempre presente.

Na realidade, só em 2005 é que voltámos a ouvir falar na banda inglesa, a propósito de uma atuação especial que fizeram no Live 8 e na qual voltámos a ter o tão desejado regresso de Waters à banda. Muitos foram os que pensaram que estava ali um novo recomeço dos Pink Floyd… a quatro. Puro engano, dali não resultou nada e durante mais alguns anos não voltámos a ouvir falar deles.

No entanto, e bem vistas as coisas, David Gilmour nos seus discos e concertos a solo usava uma formação muito idêntica àquela que fez as últimas duas tours dos Pink Floyd. Nick Mason não estava, mas estava Rick Wright e outros músicos convidados que já acompanhavam David Gilmour nos últimos anos da banda.

Rick Wright morre em 2008 e em 2013 os dois sobreviventes decidem pegar nas “sobras” das gravações de “The Division Bell” e ver o que é que se podia aproveitar dali. Encontrados os pontos de partida, foi uma questão de trazer esses sons para o século XXI. Muitas coisas das gravações originais foram regravadas e complementadas com outras novas.

“The Endless River” é um tributo que os dois prestam ao antigo colega. Acima de tudo instrumental, é sem dúvida uma forma bonita de colocar um ponto final na discografia dos Pink Floyd.

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Texto por João Catarino.