Paul Simon “The Boy in the Bubble”

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Talvez influenciado pelo concerto de ontem do angolano Nástio Mosquito, incluído na programação do Festival Rotas & Rituais 2015, dedicado aos 40 anos das independências das ex-colónias portuguesas, decidi escolher para música do dia um tema do nova-iorquino Paul Simon. Mas o que é que este senhor tem a ver com África?!

Em 1986, Paul Simon lança um álbum de seu nome Graceland, que para além de ser dos melhores da sua carreira é também um disco especial, já que junta o cantor e compositor com músicos e ritmos africanos.
O resultado final é algo de belo e único.

Deste disco poderia escolher vários temas, acabei por optar pela canção de abertura “The Boy in the Bubble”, por ser um tema lindíssimo e que exemplifica bem o que é este álbum. Quatro anos depois, Paul Simon faria algo parecido em The Rhythm Of The Saints, mas neste caso os ritmos vieram do Brasil.

Texto por João Catarino

David Fonseca “Futuro Eu”

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“Futuro Eu” é o primeiro avanço para o novo ciclo da carreira de David Fonseca. Artista com uma criatividade enorme, não soube no entanto aproveitá-la nestes últimos anos, preferindo acomodar-se à sombra do sucesso que um público específico, gente jovem que vai para os concertos mais preocupado com as selfies do que com o espetáculo em si, lhe garantia, tornando-se previsível e caindo numa rotina artística que já não acrescentava nada de novo.

Chegados a 2015, e depois de um 2014 marcado pelo regresso dos Silence 4, David Fonseca apresenta-nos uma nova música, e respetivo vídeo, que nos deixa com vontade de ouvir o álbum que aí vem. O artista de Leiria volta a surpreender-nos como já não o fazia há muito tempo. “Futuro Eu” é uma grande canção e revela uma ambição que esteve abafada durante alguns anos. O respetivo vídeo só vem confirmar e reforçar tudo isso.

Há uma coisa que é importante também destacar, o cantor interpreta o tema em português, algo que só me apercebi à décima audição, o que só revela que David Fonseca se adaptou da melhor forma, o ter já feito no passado terá ajudado, ao cantar em português.

Texto por João Catarino

Comeback Kid – “Losing Sleep”

Recentemente, a banda canadiense Comeback Kid lançou o vídeo da música “Losing Sleep” que faz parte do seu último álbum “Die Knowing”, de 2014.

O tema conta com a colaboração do português Poli Correia, vocalista da banda de hardcore portuguesa Devil in Me e que também é conhecido por Sam Alone no seu projecto a solo. Com a brutalidade a que os Comeback Kid já nos habituaram, a sua música é enérgica, com riffs rápidos e capazes de fazer mexer qualquer plateia.

O vídeo pode ser visto e escutado aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=1AQAq5WjVTk

Texto: João Alves

Twin Shadow entra na banda sonora do filme Paper Towns

To The Top”, canção do Twin Shadow, está presente no trailer de um dos filmes adolescentes mais esperados do ano, “Paper Towns”. Essa música faz parte do último álbum lançado pelo George Lewis Jr. (o cantor por trás do Twin Shadow), nomeado “Eclipse”. O disco foi colocado à venda na passada terça-feira, 17, no iTunes.

Pelos vistos, pode-se esperar “To The Top” na banda sonora de “Paper Towns”, filme baseado no livro de John Green.

Texto por Mayra Russo.

London Grammar- “Strong”

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Os London Grammar são a história de amor que nunca vivi com os The xx, com quem são frequentemente comparados. A base é a mesma: canções delicadas, guitarras melancólicas, versos tingidos de desolação sentimental e um gosto acentuado por arranjos minimalistas. A diferença reside na voz sublime de Hannah Reid, candidata a oitava maravilha do mundo.

“Strong”, retirada da belíssima estreia If You Wait (2013), é o tipo de canção que cristaliza tudo em seu redor para um melhor deleite auditivo, que nos guia pela força da interpretação e nos convence que não pode haver nada de mais belo e alado neste mundo ao longo dos seus 4 minutos de duração. Assim é a sua magia.

Texto por: Gonçalo Dias

Melody Gardot – “La Vie En Rose”

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O blog estava a precisar de um pouco de sensualidade e porque não numa voz de jazz ou de blues?
A sensualidade, o romantismo, a riqueza e a pureza da voz de Melody Gardot transporta isto tudo na sua bagagem e leva-nos por 3.07 minutos para uma das cidades mais românticas da Europa, Paris. E por falar em “La Vie En Rose”… é uma canção francesa que se tornou conhecida mundialmente pela voz de Édith Piaf, tendo várias versões da mesma e todas elas lindíssimas.

“La Vie En Rose” faz parte do álbum “The Absence”, na edição Deluxe, de Melody Gardot.

“Des yeux qui font baisser les miens

Un rire qui se perd sur sa bouche

Voilà le portrait sans retouche

De l’homme auquel j’appartiens”


Texto por: Laura Pinheiro

D’Angelo – The Charade

A espera de 14 anos valeu a pena. “Black Messiah” é o sucessor da obra-prima “Voodoo” e traz consigo o funk, soul e rock que servem na perfeição as letras interventivas de D’Angelo.

The Charade é a terceira música do novo registo e uma das minhas favoritas. Questlove na bateria e Pino Palladino no baixo guiam a musculada parte rítmica. As palavras são incisivas e fazem alusão ao passado de segregação social.

Um passado que nunca pareceu tão presente e levou ao lançamento deste álbum. D’Angelo saiu da sombra para mostrar que ainda tem algo a dizer. Bem-vindo de volta.

Texto por: Alexandre Ribeiro

“Under Pressure” de Queen & David Bowie

Ninguém gosta de viver sob pressão… mas a música não é uma das melhores formas de sair da pressão que estejamos a sentir? O grande David Bowie e os enormes Queen em quase 4 minutos explicam-nos de como viver e sobreviver sob pressão. Uma música tão simples mas tão completa em beleza… também não se poderia esperar outra coisa de Bowie e Queen.

“It’s the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming, “Let me out!”
Pray tomorrow (gets me higher, high, high)
Pressure on people, people on street”

Vamos agora falar um pouco da Bio da música:

“Under Pressure” (lançada em outubro de 1981) é uma música da banda britânica de rock Queen, juntamente com o cantor britânico de rock David Bowie. A música adquiriu o primeiro lugar na UK Singles Chart, tornando-se a segunda música de Queen a atingir o primeiro lugar nas tops britânicas (desde 1975, quando “Bohemian Rhapsody” liderou as tops durante nove semanas). O VH1 pôs a “Under Pressure” na 31ª posição das melhores músicas dos anos 80.

Texto por: Laura Pinheiro

Stick to Your Guns – Left You Behind

Stick to Your Guns, um nome pouco conhecido para muitos, mas que passo a apresentar. Banda americana de hardcore/melódico hardcore/metalcore, que nasceu em 2003, mas que já dá muito que falar e acaba de lançar o seu quinto álbum de estúdio, intitulado Disobedient.

Por isso, para música do dia, escolho um tema desse mesmo álbum. Left You Behind é a música de Stick to Your Guns, que mais me marcou, até aos dias de hoje, e que agora não consigo parar de ouvir, devido à carga emocional imposta na letra. É algo que foge um pouco ao que a banda está acostumada a fazer, é verdade, mas por vezes sabe bem sair da nossa zona de conforto e explorar novos terrenos. Não sei se essa era a intenção dos rapazes! Sei que está algo muito melódico, a atirar para o pop. Mas não quero saber, gostei imenso do resultado final e considero que, foi uma aposta ganha.

Texto por: João Alves

Arcade Fire “Wake Up”

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Os U2 já me deram a conhecer inúmeras bandas… e que se não fossem eles talvez me passariam ao lado. Deram-me a conhecer através das escolhas que fazem para primeiras partes dos seus concertos, de comentários elogiosos que os elementos da banda fazem, como também das músicas que saem do PA antes dos concertos ou na introdução (intro) do próprio espetáculo. Poderia referir muitos músicos/bandas que conheci fruto de ser fã dos U2.

Uma dessas bandas, chama-se Arcade Fire, que muitos elogios recebeu de Bono e companhia, ao ponto de escolherem um tema do primeiro álbum da banda canadiada – “Funeral” (2004) – como ponto de partida para os concertos da “Vertigo Tour”. Era ao som de “Wake Up” que os U2 subiam ao palco ao longo dessa tour.

A tentação de “descobrir” o primeiro álbum da banda foi enorme e a paixão pelo mesmo foi imediata. Os Arcade Fire estrearam-se em grande, com um tiro em cheio. A partir daí, acompanho com toda a atenção todo o seu trabalho e apesar de nunca mais terem atingido o nível do álbum de estreia, os três discos que se seguiram mantiveram a fasquia lá bem em cima. Na minha opinião, são sem dúvida a melhor banda surgida no Século XXI… pelo menos até agora.

Pela lógica do que disse anteriormente, escolho o tema “Wake Up”, talvez o seu maior sucesso e momento mais empolgante dos seus concertos, para música do dia.

Texto por: João Catarino