As raparigas não conseguiram ficar indiferentes aos encantos dos D.A.M.A

Para comemorar o seu 9º aniversário, o Casino Lisboa quis partilhar esta data especial com o grupo português, que está na liderança do top nacional de vendas de álbuns, D.A.M.A.

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Sem pensar duas vezes e com o objetivo de querer ter a casa cheia de boa-disposição, surpresas, passos de dança e muita animação, o Casino Lisboa lembrou-se da banda que está de momento a liderar o Top Nacional de vendas de álbuns, os D.A.M.A., com “Uma questão de princípio”.

Numa noite ventosa e já com cheiro a Primavera, o Casino Lisboa abriu as suas portas à música e a um concerto especial, dedicado não só a ele, mas também ao público em geral. À maneira que ia chegando a hora do início do concerto, o Arena Lounge ia se enchendo rápido de pessoas – notava-se mais raparigas do que rapazes – que chegavam com muita ansiedade e com muita boa disposição.

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As raparigas tentavam apanhar os lugares à frente e/ou visíveis, para que pudessem ter uma melhor visão e aproximação dos artistas, mesmo não se importando com o facto de ficarem todas em ‘sardinhas enlatadas’. Eram vários os comentários que se ouviam por parte dos homens e das várias outras pessoas em relação às atitudes, ansiedade e entusiasmo das raparigas. “Elas estão loucas”, “O casino hoje vai abaixo com tanta rapariguinha”. E gargalhadas de fundo era o que se ouvia no final desses comentários.

O relógio batia as 21h10, as luzes diminuíram e gritos agudos começaram a entrar à velocidade da luz nos ouvidos dos presentes, enquanto os músicos iam entrando no palco redondo do Arena Lounge, no Casino. O guitarrista, o baixista, o baterista e o teclista iam tocando melodias calmas, dando a entrada a Miguel Coimbra, Francisco Pereira e Miguel Cristovinho, que iam chegando um de cada vez. Euforia, gritaria e muitos sorrisos nasceram naquele momento ao som de “Na Na Na”. Os músicos puxavam pelo público, batendo palmas, elogiando e criando ambiente de ‘sedução’ para com as raparigas que não paravam de gritar por eles: “Vocês são lindos”, “Amo-vos” e “ Vocês são os maiores”.

“Desajeitado”, Às Vezes”, “Luisa”, “Eu sei”, “Torn” e “Popless” foram as músicas que mais vibraram o público e que mais se ouviram as vozes femininas a cantar em coro. A banda deixou as raparigas cantarem sozinhas as músicas que mais gostavam, tornando-as, assim, as estrelas do momento. E, por breves minutos, só se ouvia um coro feminino, e via-se os D.A.M.A, com os microfones em baixo, dançando com um sorriso na cara.

DAMA 4Foi interessante ver os namorados das raparigas postos de lado. No entanto, vestiram o papel de fotógrafos, ao estarem com iphones e smartphones na mão – porque eram mais altos – para tirarem fotografias, filmarem e captar as famosas ‘selfies’ para as suas namoradas. Até os próprios ‘staffs’ do casino lançavam um sorriso de piada ao observarem tais atitudes. Mal sabiam eles que a certo momento iam estar a tirar fotografias e a filmarem o concerto a pedido das raparigas mais pequenas que se encontravam atrás deles.

D.A.M.A. continuavam a animar a noite, sempre com o seu passo de dança, com a sua música hip-hop e com gestos e olhares de sedução, em que as raparigas não conseguiam resistir, gritando cada vez mais. “Alguém aqui se chama Luísa?”, “Os lisboetas são muito desajeitados?” “Vocês são os maiores!”, “Quero ver essas mãos no ar!”, “Quem conhece esta música?”, exclamavam os vocalistas.

A certo momento, a banda e o público deixaram de ser as estrelas da noite para ser a vez do Casino a ser a estrela da noite. A banda dedicou uma versão da música “Parabéns” ao Casino Lisboa, que comemorou, no passado dia 19 de abril, 9 primaveras. Muitas palmas se ecoaram no Arena Lounge.

No final do concerto, os músicos apresentaram a banda e agradeceram o Casino por aquele momento. “Queremos agradecer ao Casino Lisboa por terem-se lembrado de nós, nesta data tão especial”, afirmaram os D.A.M.A.

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Encerraram o concerto cantando novamente a música “Desajeitado”. E foi assim que o Casino Lisboa soprou as 9 velas do bolo: abrindo as portas aos seus fãs, com muita música e com muita alegria.

Alinhamento:

Na Na Na

Sente Magia

Desajeitado

Retratamento

Às Vezes

Luisa

Eu Sei

Popless

Torn

Quer

Parabéns

Maior

Encore: Wild and Free

Desajeitado

Texto por: Laura Pinheiro
Fotos de: Marta Machado

Deolinda ao vivo no Casino Lisboa

No âmbito do ciclo de concertos Arena Live 2014 que têm levado grandes nomes da música portuguesa ao Casino de Lisboa, assistimos ao espectáculo dos Deolinda, que em mais uma noite gelada de Outono (e de concerto de Anselmo Ralph logo ali ao lado na MEO Arena) atraíram uma enchente considerável ao edifício lisboeta.

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O grupo chega um ou dois minutos depois das 22h30, hora marcada, apresentando-se em formato quinteto, com um baterista a juntar-se à formação original. Iniciam o espectáculo de rajada com duas canções do primeiro e último álbum, e logo ao terceiro tema, “Patinho de Borracha” – com direito a um exemplar manuseado alegremente na cabeça de Ana Bacalhau – já têm o público nas mãos, rendido à graça natural da vocalista e às melodias ladinas dos restantes Deolindos.

Ana Bacalhau revela-se uma performer de mão cheia. Entrou assertiva e concentrada, mas assim que sentiu que tinha agarrado a plateia, cresceu a olhos vistos e transformou-se na entertainer mais arrasadora num raio de 20 km, quer quando simulava malabarismos, desafiava o público a bater palmas ao seu compasso (e tantas que foram as sequências) ou se dirigia a este com provocações e olhares destemidos, quando interagia com o drone encarregue de filmar o concerto ou, até mesmo na parte final, quando se lançou a um quase beatbox na introdução à “Musiquinha”. O palco era minúsculo, mas ela tornou-o gigante.

Ao longo de uma hora e meia, assistiu-se a um desfile imaculado de canções de cariz popular. As castiças “Fado Toninho”, “Fon-Fon-Fon” e a divertida “Movimento Perpétuo Associativo”, retiradas do álbum de estreia, foram cantadas quase na totalidade pelo público. “A Problemática Colocação de um Mastro” e a sua toada de marcha popular facilmente nos fizeram gingar e esquecer o tilintar de copos e as slot machines, enquanto “Um Contra o Outro” e “Seja Agora” arrancaram os aplausos mais efusivos da noite. Pelo meio houve a belíssima “Passou por Mim e Sorriu”, a recuperação de “Eu Tenho um Melro”, há algum tempo afastada do alinhamento dos concertos do grupo, e uma esfuziante interpretação de “Doidos”, do último álbum, com a banda a levar a canção à letra. O encore foi feito ao som de “Clandestino” e da já referida “Musiquinha (“e abana, abana, abana!”) com direito a um portentoso solo final de guitarras.

Fica-se com a sensação de que os Deolinda deram um concerto digno de um Coliseu, tamanha foi a entrega e a fluidez do alinhamento. Mais do que um concerto, foi uma comemoração da música popular portuguesa e um possível culminar de mais um excelente ano de estrada.

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Texto por: Gonçalo Dias
Foto: Patrícia Rodrigues

Deolinda “rock ’aram” no Casino Lisboa

Deolinda regressaram pela 4ª vez ao Casino de Lisboa para dar mais um concerto muito divertido e animado aos portugueses e a todos os presentes naquele momento.

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Ana Bacalhau, Pedro da Silva Martins, Luís José Martins e José Pedro Leitão encheram o Casino com muita animação, muita música, muitos sorrisos e o mais importante, partilharam com os portugueses música portuguesa, uma arte admirável. “Somos sempre muito bem recebidos aqui no Casino”, afirmou o contrabaixista, enquanto os restantes artistas asseguraram que após o concerto sentiam-se muito satisfeitos, “pois o público reagiu muito bem”.

De música para música o público batia palmas, e todo animado cantava juntamente com a vocalista que deslumbrava com o vestido preto no arena lounge. Cantavam as músicas mais populares e mais cativantes, nomeadamente “Fon Fon”, “Seja Agora”, “Um contra o outro”, “Mal por Mal”, “Passou por mim e sorriu” e entre outras.

O grupo musical português, de momento não está a pensar num 4º álbum. “Provavelmente em janeiro já iremos começar a pensar e a trabalhar sobre o assunto”, referiram.

Deolinda têm viajado um pouco por todo o mundo, deixando a sua ‘marca’, expondo que o público estrangeiro reage muito bem aos concertos, apesar de a língua ser diferente, a reação é bastante positiva e são muito bem acolhidos.

O concerto de Deolinda no estrangeiro que mais marcou este grupo musical português foi o primeiro de todos, em Leuven na Bélgica, num “auditório incrível”, afirmou o contrabaixista. Já em Portugal, muitos são os concertos marcantes “na nossa ainda curta mas intensa carreira” declarou Ana Bacalhau. Alguns exemplos são o primeiro no coliseu, no Sudoeste, no CC das Caldas, mas Pedro da Silva Martins afirmou que existe outros concertos que marcam de maneira diferente, por exemplo uma das primeiras vezes que saíram de Lisboa, quando foram tocar à freguesia do campo, em Valongo. “Estavam apenas 10 pessoas presentes, porque estava haver um jogo do Benfica, ninguém nos conhecia e tivemos ali a tocar para um vale, a ouvir o nosso próprio eco, a nossa própria música, tivemos ali um concerto de corpo e alma e isso também é marcante”, expôs o guitarrista.

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O Grupo de música popular portuguesa tem demonstrado ao longo da sua carreira que é capaz de atuar em qualquer palco, desde auditórios, concertos ao ar livre, festivais e entre outros. Ana Bacalhau destacou  que  a Deolinda é uma sobrevivente e tem mau feitio, porque “quando dizem que ela não é capaz ela vai e tumba”. É um bocadinho essa  atitude rock n’ roll que nós temos, basicamente Deolinda Rock”.

Os músicos referiram que a música portuguesa está a viver um   momento muito feliz em quase todos os níveis, tanto cantado em português,   como em inglês e a nível instrumental também. “É um momento     muito feliz na nossa geração porque estão a contribuir    para   enriquecer”, realçou o contrabaixista. Deolinda em três palavras são “música em português”, conclui José Pedro Leitão.

Texto por: Laura Pinheiro

Fotos por: Ricardo Gomes

David Fonseca terminou a tour Seasons no Casino de Lisboa

Em dia de Lady Gaga mesmo ali ao lado, o ex-Silence 4 encheu a Arena Lounge do Casino de Lisboa na passada segunda-feira, dia 10 de Novembro.

Apesar de Seasons: Rising – Falling ter sido lançado há já dois anos e deste ano ter sido marcado pelo fugaz regresso dos Silence 4 aos palcos, David Fonseca apenas pôs fim à sua digressão este mês.
No Casino de Lisboa, num palco circular ao centro do hall, rodeado por restaurantes e máquinas de jogo, o músico apresentou-se a um público que foi obrigado a espalhar-se pelos vários pisos e “varandas” do Casino. Mesmo com um público algo distante (e não só fisicamente), David Fonseca não deixou de dar espectáculo.

“What Life is For”, primeiro single de Seasons:Rising, abriu o concerto, que foi marcado, como sempre, pelos êxitos do leiriense. “Someone That Cannot Love”, “The 80s”, “Kiss Me Oh Kiss Me” ou “Superstars II” não faltaram à chamada, mas também houve tempo para surpresas. Numa brincadeira com o concerto que acontecia àquela hora no MEO Arena, David atirou-se a uma versão a piano e voz de “Paparazzi” dessa tal Mother Monster. Em “Stop 4 a Minute”, quem jantava nas mesas junto ao palco foi surpreendido pelo músico a tocar um solo de guitarra por entre as mesas.

A boa disposição e animação foram presença constante neste concerto de final de ciclo para o David Fonseca, que deverá voltar ao estúdio muito em breve.

Texto por Teresa Colaço.