Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda se apresentam em Lisboa

Dois íncones da nova geração do samba se unem no disco Bossa Negra. O cantor Diogo Nogueira e o instrumentista Hamilton de Holanda pisam em Portugal para apresentar um projeto cheio de swing e que oscila entre o samba, o choro e o jazz.

O alinhamento conta com originais e releituras de mestres da música brasileira, como Arlindo Cruz, João Nogueira (pai de Diogo e morto em 2000 em decorrência de um infarto), Caetano Veloso, Pixinguinha, entre outros. Entre as músicas conhecidas pelo grande público estão “Desde que o Samba é Samba” e “O que é o Amor”.

Para dar início à noite de 12 de Maio, às 21h30, no Teatro Tivoli estará o grupo de samba Sacundeia. Logo depois, entra em palco o duo brasileiro, que promete interpretações numa “estética particular pela voz de Diogo Nogueira e o bandolim de dez cordas de Hamilton de Holanda”.

Texto por: Mayra Russo

Dias da Música em Belém: “Luzes, Câmara… Música!”

Os dias mais esperados do ano finalmente chegaram: Os dias da música em Belém! Não vai perder a oportunidade de ouvir os melhores músicos a mostrar a melhor arte do mundo! Venha deliciar-se com um toque de música a 24, 25 e 26 de Abril, no Centro Cultural de Belém.

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Durante três dias os vários espaços do CCB vão encher-se de muita música. Serão variados os músicos de todo o país que irão trazer muita magia e muitos serão os concertos com que poderá deliciar-se ao vivo. Este Festival tem como eixo da programação a música clássica ocidental, mas acolhe também agrupamentos de jazz ou formações não convencionais que exploram novos caminhos cruzando a música clássica com outros géneros musicais.

Num intervalo entre os espetáculos passeie pelo edifício do Centro Cultural de Belém, um marco na arquitetura moderna em Portugal, e aproveite para relaxar nos jardins e esplanadas com vista para o rio.

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Difícil mesmo será escolher o concerto!

Texto por: Laura Pinheiro

“Short Movie”, de Laura Marling

Solidão, espiritualismo e a assertividade do costume fazem de Short Movie mais um declarado triunfo para Laura Marling.

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Aos 24 anos e com 4 discos aclamados no bolso, a cantautora britânica sentiu necessidade de fazer um interregno artístico para melhor compreender o que poderia vir a seguir na sua carreira. A paragem levou-a a fazer-se à estrada do deserto da Califórnia (vagueou por Los Angeles, Joshua Tree e pelo Mount Shasta) onde se distanciou de Laura, a intérprete, e se redescobriu enquanto pessoa.

Short Movie é então o recolher dos fragmentos deixados ao longo de uma jornada de autodescoberta em que chegou a duvidar se algum dia conseguiria voltar a fazer música. A típica crise do primeiro quarto século de vida, portanto.

O processo de gravação e composição trouxe visíveis mudanças na sonoridade de Laura Marling, que neste álbum acumula também a função de produtora executiva. Entre elas a mais evidente será o recurso à guitarra eléctrica (presente em “False Hope”, o primeiro single do registo, ou em “Don’t Let Me Bring You Down”) que convive pacificamente com o seu passado acústico mais próximo das tradições folk.

Existem também devaneios bluesy na serenata à lua de “Howl” (“howl at the moon, I’ll come find you”), aproximações ao cancioneiro de Joni Mitchell nas sofridas “How Can I” e “Walk Alone” e um certo espírito de faroeste em canções como “Warrior”, “Strange” ou “Gurdjieff’s Daughter”, estas últimas a receber as prestações vocais mais inspiradas do disco, num spoken-word digno de quem veste as calças e o chapéu de cowboy.

Liricamente, Laura Marling continua tão irrepreensível como dantes, com palavras firmes e duras a sair-lhe com a leveza de uma brisa primaveril. Há desolação passional em “Warrior (“I can’t be your horse anymore, you’re not the warrior I’ve been looking for”), desnorte interior em “False Hope” (“Is it still okay that I don’t know how to be at all?”), temores da jornada presentes em “Don’t Let Me Bring You Down” (“living here is a game I don’t know how to play”) e a redenção pessoal alcançada por via da espiritualidade em “Worship Me”, a bonita faixa de encerramento (“devote your life to peace and breathe”).

Cinco álbuns e um quarto de século de vida às costas e Laura Marling parece ter chegado ao cume da montanha: aquilo que já conquistou a nível criativo, é muito mais do que a grande maioria das suas congéneres poderão um dia vir a alcançar. “I’m just a horse with no name”, canta em “Warrior” – que essa liberdade criativa e de espírito a acompanhem por muitos anos mais.

Texto de: Gonçalo Dias.

Ciclo de Conversas na Fnac Chiado

Decidimos criar um projeto só nosso, onde nos vamos dar a conhecer.

O projeto consistirá num ciclo de conversas, onde falaremos e damos a conhecer a banda ou o artista  convidado, que por fim acabará com uma pequena showcase. Como mediador, teremos o nosso professor Rui Miguel Abreu, conceituado jornalista e critico musical que trabalha na Blitz e na Antena 3, com o seu programa “Rimas e Batidas”. Será um ciclo que decorrerá uma vez por mês, num sábado pelas 17h, excecionalmente devido à agenda da artista. Temos já conversa marcada para dia 15 de fevereiro com Ana Miró, que responde por Sequin e que será a nossa primeira convidada.

Sequin é o projecto a solo de Ana Miró, cuja voz reconhecemos pela sua colaboração com Oscar Silva em Jibóia. O projecto nasceu no início de 2013, dando-se a conhecer em maio, com o lançamento de Beijing, tema que tem inundado as rádios nacionais.

As suas músicas levam-nos a uma espécie de orientalidade electro pop, embalada pela sua voz doce e envolvente, pelos ritmos quentes e pelas ambiências antagónicas que vai criando, num misto de festa e de nostalgia.

Em outubro, Sequin oficializou a sua ligação à Lovers & Lollypops.

Tendo passado por vários palcos em todo o país, destaca-se a sua presença em festivais como Milhões de Festa, Vodafone Mexefest, Vodafone Paredes de Coura, NOS Alive e Futuroscope em Itália.

O seu primeiro álbum foi lançado no dia 21 de abril de 2014 e foi produzido por Moullinex.

Por isso venha conhece-la e fique também a conhecer a nossa paixão por música.

Texto por Mauro Lopes (Straka)

Ponta Delgada vai tremer com a música de B Fachada

A antever a chegada do maior estremecimento musical micaelense, o TREMOR, numa organização da YUZIN e dos Lovers & Lollypops, alia-se ao Arco 8 Azores para apresentar B Fachada em concerto a 29 de Janeiro, pelas 22h30. Cria-se assim a primeira de muitas RÉPLICAS em pleno dia das amigas. Nos Açores há sempre coisas a festejar e antes do carnaval, os açorianos festejam o dia dos amigos, o dia das amigas, o dia dos compadres e etc. Que dia melhor para o B Fachada atuar que o dia das amigas?! Ponta Delgada, vai vibrar ao som deste músico que sem dúvida não vai desiludir o meio do atlântico.

B Fachada é um cantor, multi-instrumentista e compositor português. Um artista dono de uma discografia já muito considerável e aclamada, é uma das figuras cimeiras da canção lusófona contemporânea. Cumpriu em 2013 um ano sabático, descansando da produção de discos e dos concertos ao vivo, após o ritmo fulgurante de 2 edições por ano e estrada incessante de lés a lés do país, que o impôs como uma das vozes mais ouvidas e seguidas da sua geração. Mais concertos se seguiram e novas canções entusiasmaram os fãs, sucedendo no Verão de 2014 o lançamento de novo disco homónimo, ‘B Fachada’.

Tremor é uma festa de música que invade o Centro Histórico de Ponta Delgada, a maior cidade da ilha de São Miguel, nos Açores, para espalhar muita música. Sem dúvida, uma festa que promete tremer com as almas açorianas, com muita boa música e sorrisos.

Texto: Laura Pinheiro e GI-Tremor

Orquestra Ligeira de Ponta Delgada em concerto solidário para ajudar jovem invisual

A Câmara Municipal de Ponta Delgada, São Miguel – Açores, vai organizar a 12 de dezembro, no Coliseu Micaelense, pelas 21h30, um concerto solidário para ajudar uma jovem invisual.

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Será a Orquestra Ligeira de Ponta Delgada que irá subir o palco do Coliseu para realizar este concerto solidário. Irá interpretar grandes músicas e grandes nomes do Jazz, por exemplo Frank Sinatra, Peggy Lee, Count Basie e Aretha Franklin. A Orquestra terá convidados surpresas e convidados já confirmados, como André Jorge e Vânia Dilac. O Concerto tem um custo de 6€.

As receitas reverterão para ajudar a jovem Maria Beatriz Bem Pimentel, de 19 anos, na aquisição de uma impressora Braille e respetivos consumíveis para assegurar condições necessárias à aprendizagem de acordo com as suas limitações. Trata-se de um equipamento que tem um custo elevado, cerca de 6.000 euros.
A jovem invisual de 19 anos reside na freguesia de São Roque, em Ponta Delgada, e encontra-se a frequentar o 2º Ano de Licenciatura do Curso em Educação Básica, na Universidade dos Açores.

Para Marco Andrade, Presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores, “é com muito gosto que congratulo a Câmara Municipal de Ponta Delgada por se predispor a associar-se a esta iniciativa de solidariedade. É também com redobrada satisfação que informo que a Associação Académica, à qual presido, terá todo o gosto em associar-se a esta causa que, para nós, decorre já desde o ano transato”.

A todos os açorianos que não devem perder este concerto: vamos todos juntos por uma boa causa ajudar a quem mais precisa, e juntos vamos partilhar uma arte, boa música e sorrisos nesta época por todos considerada a mais bonita do ano: O Natal.

Texto por: Laura Pinheiro/ GI-CMPD

Foto: GI-OLPD