Diabo na Cruz

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Decidi fazer a vontade à Teresa e ouvir o álbum homónimo dos Diabo na Cruz, lançado na segunda-feira. Fiz isto porque vim para este curso também com o objetivo de abrir horizontes e de obrigar-me a entrar em “confronto” com coisas que se não fosse assim me passariam ao lado.

Dediquei então algum tempo à audição do novo disco dos Diabo na Cruz, o seu terceiro de originais, depois de “Virou!” em 2010 e “Roque Popular” em 2012. Trata-se de um dos projetos que surgiram recentemente na música portuguesa.

Como disse atrás, a ideia de ouvir este disco também foi a de conhecer uma coisa diferente, algo que me surpreendesse, pela positiva ou pela negativa. Mas o que acabei por encontrar foi por assim dizer “mais do mesmo”. Considero o disco completamente datado… no pós-25 de abril e não no século XXI. Por momentos pensei estar a ouvir um disco de um qualquer cantor de intervenção ou até de uma banda que existiu nos anos 80 chamada Essa Entente.

Estamos assim perante um conjunto de jovens que acham que está tudo mal neste país e que serão eles e salva-lo através dos seus ideais… dos quais a generalidade dos portugueses já não quer saber.

Em termos musicais, apesar de alguns temas até terem umas melodias que entram no ouvido, o que escutamos é algo que já ouvimos não sei quantas vezes e em inúmeros sítios. Parece-me ser mais uma das muitas bandas surgidas nos últimos anos em Portugal que duram pouco tempo e não deixam qualquer espécie de marca… e a culpa aqui não é da lógica “são sempre os mesmos”, mas sim da própria banda que não traz nada de novo e de realmente interessante ou de inovador.

Texto por João Catarino.

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Carminho no primeiro lugar do top nacional

E eu compreendo porquê. Nunca fui amante séria de fado, e acho que nunca tinha ouvido um álbum inteiro de um(a) fadista. Nesta busca por maior conhecimento musical, e  porque Carminho é já um nome de referência no fado português, adquiri o novo álbum da artista, e desde então não parou de tocar no meu iPod.
As letras românticas, saudosas, as guitarras, o acordeão, o dueto com Marisa Monte, as influências da sua viagem pelo mundo, deram um sabor novo a esta música. A mim faz-me viajar, visitar o passado e apreciar o presente. É uma sugestão que fica para quem quiser saborear também.

Texto por Rita Silvestre.

Diabo na Cruz

Depois de Virou! (2010) e Roque Popular (2012), eis que chega Diabo na Cruz. Ao terceiro álbum a banda volta a surpreender, desta vez com um som mais abrangente e mais pop, longe da frontalidade do disco anterior. Uma mudança que já se adivinhava com os dois singles de avanço – “Vida de Estrada” e “Ganhar o Dia” – e que se confirma ao longo das restantes oito canções.

Texto por Teresa Colaço.

Pink Floyd “The Endless River”

Depois de terem lançado “The Division Bell” em 1994, e de terem feito a respetiva tour no mesmo ano, ficou sempre no ar a dúvida da possibilidade ou não de termos os Pink Floyd de volta, com a ideia de Roger Waters voltar a juntar-se aos ex-companheiros sempre presente.

Na realidade, só em 2005 é que voltámos a ouvir falar na banda inglesa, a propósito de uma atuação especial que fizeram no Live 8 e na qual voltámos a ter o tão desejado regresso de Waters à banda. Muitos foram os que pensaram que estava ali um novo recomeço dos Pink Floyd… a quatro. Puro engano, dali não resultou nada e durante mais alguns anos não voltámos a ouvir falar deles.

No entanto, e bem vistas as coisas, David Gilmour nos seus discos e concertos a solo usava uma formação muito idêntica àquela que fez as últimas duas tours dos Pink Floyd. Nick Mason não estava, mas estava Rick Wright e outros músicos convidados que já acompanhavam David Gilmour nos últimos anos da banda.

Rick Wright morre em 2008 e em 2013 os dois sobreviventes decidem pegar nas “sobras” das gravações de “The Division Bell” e ver o que é que se podia aproveitar dali. Encontrados os pontos de partida, foi uma questão de trazer esses sons para o século XXI. Muitas coisas das gravações originais foram regravadas e complementadas com outras novas.

“The Endless River” é um tributo que os dois prestam ao antigo colega. Acima de tudo instrumental, é sem dúvida uma forma bonita de colocar um ponto final na discografia dos Pink Floyd.

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Texto por João Catarino.

Jon Hopkins – Asleep Versions

Chama-se Asleep Versions, mas a meditação não nos deixa dormir. Jon Hopkins, dono de um dos melhores álbuns de 2013, acaba de “limpar” a casa e trata de desarmar as suas canções de maneira totalmente ímpar.

Immunity era um desafio de equilíbrio entre a luz e a escuridão. Asleep Versions é deixar entrar a luz sem reservas. A reconstrução de músicas como Immunity, Form By Firelight, Breathe This Air e Open Eye Signal são feitas de maneira mais simples, deixando os “milhares” de layers que ocuparam as suas produções originais.

A Islândia tem Björk e Sigur Rós, mas pontualmente vai recebendo artistas que necessitam da tal paz de espírito que abre o caminho para a descoberta pessoal. O discípulo de Brian Eno não precisava de se encontrar, mas abriu espaço a outro mundo.

Texto por Alexandre Ribeiro.

Novo álbum de Taylor Swift bate múltiplos recordes nos EUA

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A Taylor Swift-mania volta a atingir em cheio os EUA: 1989, o 5º álbum de estúdio da antiga estrela country que entretanto sucumbiu à pop, vendeu 1,287 milhões de cópias na primeira semana em que esteve à venda, o valor mais elevado registado por um álbum desde 2002.

O álbum que se estreou triunfalmente no nº1 da Billboard 200, é então o primeiro disco a perfazer vendas tão astronómicas desde que Eminem arrecadou 1,322 milhões com o mítico The Eminem Show, há 12 anos atrás.

Mas os recordes não ficam por aqui. Com esta última façanha, Taylor Swift torna-se na primeira artista a conseguir vender 1 milhão de cópias numa semana apenas com 3 álbuns seus: antes de 1989, já Speak Now (2010) e Red (2012), os anteriores títulos da sua discografia, haviam vendido respectivamente 1,047 e 1,208 milhões na semana de estreia.

Tamanhos valores fazem de 1989 o 2º álbum mais vendido de 2014 no continente americano, apenas atrás da banda-sonora do filme da Disney, Frozen, que foi lançada em Novembro de 2013. Logo, o disco torna-se assim no lançamento de 2014 mais vendido nos EUA.

Goste-se ou não da artista, são notícias animadoras para a indústria musical, num ano em que o mercado discográfio continua em queda abrupta e a registar valores mínimos históricos. Uma vez mais, Taylor Swift salva o dia.

Texto por Gonçalo Dias.

Sam Alone & The Gravediggers apresentam álbum novo Tougher than Leather no Musicbox Lisboa e Bafo de Baco em Loulé este fim de semana

Sam Alone e os seus Gravediggers têm álbum novo que dá pelo título Tougher than Leather com lançamento marcado para 10 de Novembro, que vão apresentar já esta sexta feira, dia 7 de Novembro, no Musicbox em Lisboa às 22h30, com o apoio da Antena 3 e da sua editora Rastilho. No dia seguinte rumam a sul para mais um concerto no Bafo de Baco, em Loulé, onde são sempre recebidos de maneira especial, com hora marcada também pelas 22h30.

Sam Alone é o projecto a solo do solitário slowrider Apolinário Correia, mais conhecido pelo seu trabalho nos Devil In Me. É um projecto carregado de folk rock com influências dos heróis Bob Dylan e Johnny Cash.

Este novo álbum sucede o seu anterior trabalho Youth in the Dark de 2012. Oiçam aqui o single de apresentação Tougher than Leather e se puderem vão ver um dos seus concertos já este fim de semana.

Texto por Vera Brito.