“Highway Moon” de Best Youth

1349084796_Best Youth 01 - by João Sousa le-joy.org

Highway Moon

Best Youth

2015

Classificação: 4/5

Beber uma caipirinha, de cigarro na mão, a suspirar por um passo de dança com o corpo livre e tranquilo a observar as histórias que as estrelas formem numa noite quente de verão é o que apetece fazer  (e sentir) ao ouvir Highway Moon, o disco de estreia do duo português Best Youth.

As onze músicas que compõem o álbum são viciantes, tornando-o sofisticado e delicado ao comando do indie pop. Feito à medida do timbre particular de Catarina Salinas (vocalista), Ed Rocha Gonçalves leva-nos pelo desfiladeiro da curiosidade e descobrimento de novos horizontes musicais para os ouvidos comuns. Highway Moon oferece-nos a oportunidade de voar pelo mundo da electrónica, da dança e da nostalgia. No entanto, não foge às regras da fragilidade, da sensualidade e das lágrimas de tristeza. Dois mundos opostos que se unem num só com apenas dois corpos a controlar as normas do que se deve sentir.

Foram precisos 3 anos (entre o EP e o LP) para amadurecerem e renovar o velho para o novo mais requintado e marcarem, com mais convicção, a presença do “eu”  nas onze músicas que compõem o disco.  Ainda bem que o fizeram! O toque de requinte deste álbum é deveras viciante e é impossível ficar indiferente à musicalidade de ambos, em particular, à voz sensual da vocalista. A caipirinha no inicio da noite não vai ser suficiente… com a luz da lua cheia a iluminar a noite, vão ser precisos dois passos de dança para brindar ao talento português, aos Best Youth e ao Highway Moon.

Texto por: Laura Pinheiro

Diabo na Cruz

diabo

Decidi fazer a vontade à Teresa e ouvir o álbum homónimo dos Diabo na Cruz, lançado na segunda-feira. Fiz isto porque vim para este curso também com o objetivo de abrir horizontes e de obrigar-me a entrar em “confronto” com coisas que se não fosse assim me passariam ao lado.

Dediquei então algum tempo à audição do novo disco dos Diabo na Cruz, o seu terceiro de originais, depois de “Virou!” em 2010 e “Roque Popular” em 2012. Trata-se de um dos projetos que surgiram recentemente na música portuguesa.

Como disse atrás, a ideia de ouvir este disco também foi a de conhecer uma coisa diferente, algo que me surpreendesse, pela positiva ou pela negativa. Mas o que acabei por encontrar foi por assim dizer “mais do mesmo”. Considero o disco completamente datado… no pós-25 de abril e não no século XXI. Por momentos pensei estar a ouvir um disco de um qualquer cantor de intervenção ou até de uma banda que existiu nos anos 80 chamada Essa Entente.

Estamos assim perante um conjunto de jovens que acham que está tudo mal neste país e que serão eles e salva-lo através dos seus ideais… dos quais a generalidade dos portugueses já não quer saber.

Em termos musicais, apesar de alguns temas até terem umas melodias que entram no ouvido, o que escutamos é algo que já ouvimos não sei quantas vezes e em inúmeros sítios. Parece-me ser mais uma das muitas bandas surgidas nos últimos anos em Portugal que duram pouco tempo e não deixam qualquer espécie de marca… e a culpa aqui não é da lógica “são sempre os mesmos”, mas sim da própria banda que não traz nada de novo e de realmente interessante ou de inovador.

Texto por João Catarino.

Carminho no primeiro lugar do top nacional

E eu compreendo porquê. Nunca fui amante séria de fado, e acho que nunca tinha ouvido um álbum inteiro de um(a) fadista. Nesta busca por maior conhecimento musical, e  porque Carminho é já um nome de referência no fado português, adquiri o novo álbum da artista, e desde então não parou de tocar no meu iPod.
As letras românticas, saudosas, as guitarras, o acordeão, o dueto com Marisa Monte, as influências da sua viagem pelo mundo, deram um sabor novo a esta música. A mim faz-me viajar, visitar o passado e apreciar o presente. É uma sugestão que fica para quem quiser saborear também.

Texto por Rita Silvestre.

Diabo na Cruz

Depois de Virou! (2010) e Roque Popular (2012), eis que chega Diabo na Cruz. Ao terceiro álbum a banda volta a surpreender, desta vez com um som mais abrangente e mais pop, longe da frontalidade do disco anterior. Uma mudança que já se adivinhava com os dois singles de avanço – “Vida de Estrada” e “Ganhar o Dia” – e que se confirma ao longo das restantes oito canções.

Texto por Teresa Colaço.

Sam Alone & The Gravediggers apresentam álbum novo Tougher than Leather no Musicbox Lisboa e Bafo de Baco em Loulé este fim de semana

Sam Alone e os seus Gravediggers têm álbum novo que dá pelo título Tougher than Leather com lançamento marcado para 10 de Novembro, que vão apresentar já esta sexta feira, dia 7 de Novembro, no Musicbox em Lisboa às 22h30, com o apoio da Antena 3 e da sua editora Rastilho. No dia seguinte rumam a sul para mais um concerto no Bafo de Baco, em Loulé, onde são sempre recebidos de maneira especial, com hora marcada também pelas 22h30.

Sam Alone é o projecto a solo do solitário slowrider Apolinário Correia, mais conhecido pelo seu trabalho nos Devil In Me. É um projecto carregado de folk rock com influências dos heróis Bob Dylan e Johnny Cash.

Este novo álbum sucede o seu anterior trabalho Youth in the Dark de 2012. Oiçam aqui o single de apresentação Tougher than Leather e se puderem vão ver um dos seus concertos já este fim de semana.

Texto por Vera Brito.

Silence 4 SongBook Live 2014 CD/DVD

Os Silence 4 marcaram, e muito, o panorama musical português, nomeadamente nos finais dos anos 90 e início da década seguinte. Em 2001, colocaram um ponto final “não oficial” na sua carreira.

Em 2014 decidiram voltar ao ativo para uma pequena digressão, tendo como ponto de partida a celebração da vida, depois de Sofia Lisboa ter lutado durante três anos contra uma doença da maior gravidade.

Felizmente que Sofia sobreviveu e que teve a brilhante ideia de juntar a sua banda para comemorar a vitória que obteve contra a doença e poder voltar a cantar as músicas que a tornaram conhecida do grande público.

A tour revelou-se um sucesso e para que fique registado, chegará às lojas no dia 24 de novembro um CD/DVD com o nome dado à digressão “SongBook Live 2014”.

Texto por João Catarino.

“Canto” o novo álbum de Carminho

Chegou o novo álbum da fadista Carminho. “Canto” já se encontra no iTunes e no Spotify, estando em primeiro lugar no Top iTunes.

Carminho apresentou o “Canto” pela primeira vez ao vivo no Centro Cultural de Belém nos passados dias 23 e 24 de Outubro.

O primeiro videoclip já se encontra disponível no Youtube: “Saia Rodada”.

A Fadista partilhou com os seus fãs nas redes sociais o seu entusiasmo: “Depois de meses de dedicação e emoções fortes, com a cumplicidade de muitos amigos, está quase a chegar o momento mais alto: partilhá-lo convosco!” E esse momento já chegou.

“Canto”, um disco que promete.

10690026_10152498884890345_9038262090617384077_n

texto por Laura Pinheiro

NOS Discos apresenta três álbuns

Três em um. A NOS Discos continua a patrocinar a novidade e aposta em três nomes que se encontram na qualidade, mas diferem no género. A apresentação de três álbuns que são bastante diferentes na sua génese e capazes de trazer algo novo.

Ana Cláudia encanta pela simplicidade e voz adocicada. A produção do álbum, De Outono, está a cargo de Ben Monteiro – esteta dos D’Alva – que consegue preparar na perfeição a entrada da cantora em cena. A atmosfera outonal criada pelo produtor vai de encontro à temática do álbum e estas cinco canções vêm ocupar um espaço que ainda faltava preencher.

Stereossauro não é uma surpresa e muito menos um novato. Campeão do Mundo de Scratch em parceria com Dj Ride, o produtor é uma das metades dos Beatbombers. O seu primeiro álbum de originais só vem clarificar as qualidades que lhe são reconhecidas e mostra o porquê de ser convidado habitual em festivais e clubes. Para completar a sua visão, pede ajuda a Dealema, Razat, DJ Ride, Helena Veludo, Mr. KoochiBass, Skillaz, Xeg e Ricardo Gordo. Bombas em Bombos vai à procura do sample “fora de norma”.

Keep Razors Sharp são um grupo de velhos conhecidos. A vontade de fazer algo em conjunto é o principal “culpado” da junção de forças por Afonso (Sean Riley & The Slowriders), Rai (The Poppers), Bráulio (ex-Capitão Fantasma) e BB (Pernas de Alicate). A parte visual fica a cargo de Sara Feio e complementa na perfeição o conteúdo relatado ao longo da obra. A dicotomia presa/predador, como vem anunciado no texto de apresentação no site da NOS Discos, é a força motriz do disco e o foco das letras. A estreia do seu álbum homónimo é promissora e veremos se terá continuidade ou se será apenas um disco de celebração entre amigos.

Os álbuns estão disponíveis no site da NOS Discos para free download. Oportunidade única para desfrutar, a triplicar, de qualidade nacional.

texto por Alexandre Ribeiro

Banda do Mar lança seu primeiro álbum

Três amigos unem-se para lançar o primeiro projeto deles como um grupo: o disco Banda do Mar. Com nome homónimo, a banda é formada pelo português Fred Ferreira, na bateria, e pelos brasileiros Marcelo Camelo e Mallu Magalhães a revezarem-se como vocalistas e nas composições.

A faixa que abre o disco (Cidade Nova) reflete um pouco do que Mallu e Marcelo estão a passar, já que resolveram mudar-se para cá, com o intuito de planearem, em grupo, este projeto inédito. Em entrevista à Blitz deste mês, Marcelo revela que a decisão deles de vir cá morar foi para tornar possível o sonho dos três de formarem uma banda.

Mais Ninguém é o hit do álbum e já tem um videoclip, que foi gravado aqui, em Portugal. Esta música soa como uma declaração de Mallu a Marcelo, visto que são casados. O disco inteiro é leve e doce, com uma dose de romantismo. Atenção à música número oito, Me Sinto Ótima. Interpretada por Mallu, essa canção é uma demonstração de personalidade forte, coragem e de um bom humor matutino.

O disco já está à venda nas lojas em Portugal e, após a digressão pelo Brasil durante o fim deste ano, o trio virá apresentar-se aqui em 2015.

texto por Mayra Russo

B Fachada

Depois de um ano “Sabático” sem termos noticias de B ele volta sem B, com um álbum disponível apenas na plataforma Bandcamp. Um álbum cheio de raízes de carisma popular que passam um pouco pelo pop/ afrobeat e fandango. Mas este ensaiadinho, que considero o António Variações do Século XXI pela singularidade muito própria, B destaca-se de muitos artistas nacionais, e até internacionais, por ser o seu 13º álbum em 7 anos, desde o lançamento de Até Toboso. Em entrevista a Viriato Teles, In Se7e, 27-11-85 Zeca Afonso dizia: “A música “popular portuguesa” continua viva. E a prova é que têm saído coisas. Cada músico tem qualquer coisa de seu, não se confunde com outro. Há uma marca pessoal que é desejável”. Parece que B teima em continuar a deixar a música “popular portuguesa” viva, metendo um cunho pessoal que “já o tempo se habitua”.
Um disco que está a dar que falar e vai continuar…
https://bfachada.bandcamp.com/album/b-fachada-3

texto por Mauro Lopes (Straka)