God Is An Astronaut em órbita no Armazém F em Lisboa

God Is An Astronaut

Ontem à noite na porta do Armazém F um astronauta orbitava em torno de fãs e curiosos que iam entrando para ver o regresso dos irlandeses God Is An Astronaut que, após uma noite cheia no Hard Club no Porto, pousavam agora em Lisboa. A primeira parte foi feita pelos lisboetas Katabatic que com os seus instrumentais pesados e progressivos nos deixaram com vontade de os ver mais tempo em palco.

Existe uma teoria (the ancient astronaut theory) que defende que foram “astronautas” extra-terrestres que em tempos muito remotos visitaram a terra e criaram civilizações como verdadeiros deuses. A sonoridade dos GIAA, consagrados do post-rock, tem realmente algo de extra-terrestre no experimentalismo dos seus instrumentais, que ocasionalmente combinados com vocais sintetizados conseguem criar portais para mundos paralelos. Ontem percebeu-se que foram muitos os que cruzaram essas fronteiras, quando à nossa volta vimos várias pessoas de olhos fechados embaladas nas melodias mais doces como “Fragile” ou em transes mais febris como “Worlds in Collision”, que até fez Jamie Dean saltar do palco para se embrenhar no público.

Os GIAA têm uma discografia considerável para uma banda que em 13 anos de existência já editou 7 álbuns e tem novo trabalho a caminho, Helios | Erebus com lançamento marcado para 21 de Junho deste ano. Ontem foram várias as músicas do novo trabalho que nos apresentaram e a primeira que ouvimos foi “Vetus Memoria”, muito bem recebida pelo público e prenúncio que talvez venha por aí um som mais denso e pesado neste Helios | Erebus. Claro que em hora e meia de concerto terão sido muitas as músicas que ficaram de fora numa discografia assim, mas os GIAA conseguiram revisitar quase todos os seus álbuns e não faltou a “The End of the Beginning” do seu primeiro trabalho, “Forever Lost” seguida de “Fireflies and Empty Skies”, ambas de All is Violent, All is Bright, de Origins ouvimos também “The Last March” e “Echoes” do seu homónimo.

Os GIAA têm uma presença simpática e energética em palco, sobretudo Jamie Dean que ontem por duas vezes saltou para o meio do público e só lhe faltou mesmo percorrer aquela estranha escadaria lateral ao palco do Armazém F, que parece feita para ver descer bailarinos de um qualquer cabaret. Sempre muito faladores, Jamie Dean e Torsten Kinsella por várias vezes agradeceram ao público português o apoio dado ao longo destes anos e percebe-se que estão a ser sinceros e que gostam genuinamente de tocar no nosso país. O “fake” encore foi o momento que arrancou mais gargalhadas ao público quando Jamie nos convida a encenarmos a falsa saída de palco da banda, que “regressa” para fechar a noite com “Agneya” e “Suicide by Star”, finalizando com a foto habitual do público para o Facebook dos GIAA onde podemos ler: “We love Lisbon!”. E a julgar pelos aplausos calorosos da despedida parece que “Lisbon loves you too GIAA!”

God Is An Astronaut

 

Ambos os concertos, Porto e Lisboa, foram organizados pela parceria: AmplificasomTurbina.

Texto por: Vera Brito

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