Emicida apresenta a digressão de “O Glorioso” em Lisboa

Emicida (1)

Emicida desembarcou em Portugal para o concerto do seu primeiro álbum, “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”. Na noite de ontem, 23, o rapper brasileiro mostrou como se faz hip hop no país tropical e botou todo mundo para cantar e dançar ao seu som, no Armazém F, em Lisboa.

Com um disco que parece mais estar focado na venda dos singles do que no álbum por inteiro, o repertório conta com samba, rock, funk carioca e uma inspiração mais que especial na música africana. Para quem não sabe, o rapper acabou de voltar da África, onde estava a gravar um documentário e o novo disco, que será sobre as suas raízes.

O hit “Levanta e Anda” sacodiu a plateia, que não estava assim tão cheia, e com suas gírias e sotaque paulistano fez todo mundo cantar fervorosamente o refrão. Em “Gueto” e “País do Futebol” mostrou a mescla do rap com o funk carioca, ou melhor, o funk paulistano, chamado de “ostentação”.

Antes de começar “Zoião”, deu um pequeno discurso a falar das folhas de arruda, que é bom sempre ter estrategicamente atrás da orelha. Sabe como é, né? Mais vale prevenir do que remediar, e mal­olhado é uma praga danada! Já em “Hoje Cedo”, que está nos tops das rádios brasileiras e tem a participação da roqueira Pitty, Emicida nem precisou de chamar o público para celebrar com ele. Muitos já tinham tudo na ponta da língua.

Capicua chegou no meio do concerto para fazer a festa com o brasileiro. Cantou “Medo” e “Rua Augusta” um tanto tímida enquanto o Emicida fazia piadas e se sentia à vontade em meios aos portugueses. “Trepadeira”, música com participação do cantor Wilson das Neves, foi samba na veia. Teve direito a violão, como chamam os brasileiros às guitarras acústicas, cuíca e muita percussão. Em “Ubuntu Fristaili” o rapper ensaiou com o público o refrão, fez todo mundo rir com suas brincadeiras e botou o coral improvisado no ritmo.

“Zica” fechou a noite com chave de ouro, já que esta foi a sua primeira canção a estar no topo das paradas brasileiras. Foi um concerto mesmo à brasileira. Teve muita mistura de géneros, de gente, de vozes e de cultura e, acima de tudo, teve gratidão pelos antepassados, em especial, aos africanos, que já faziam música há tempos. Como disse o próprio rapper, eles que inventaram a primeira rede social, o tambor. Porque quando alguém o toca, uma roda se forma e as trocas de cultura e conversa são mútuas.

Com duas datas marcadas em terras portuguesas (dia 22 no Porto e 23 em Lisboa), agora, ele lança voo para Londres, onde continua a digressão pela Europa.

Texto por: Mayra Russo

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