Tool – “The Pot”

Para acabar a semana da melhor maneira, recorro a uma música que não ouvia há algum tempo e que me deixa um pouco nostálgico. Há melhor maneira do que terminar a semana com uma música de Tool!? Acho que não, porque são uns senhores que escusam apresentações e basta pôr os headphones para sentir a música.

Por isso, escolho um dos maiores clássicos da banda, “The Pot”, um tema pertencente ao último álbum, “10,000 Days”. Uma música com muita força e de uma técnica de execução fabulosa. Acho que uma banda como os Tool, não se descreve em palavras, mas sim sente-se do primeiro ao último minuto de cada música.

Texto por João Alves

Qual é a vossa música preferida dos “The Beatles” e porquê?

Beatles 2

Sou novo de mais para ter apanhado o grande fenómeno chamado “The Beatles”… infelizmente. Mas não é por isso que vou deixar de responder a este desafio, que achei bastante interessante.

Não tenho a certeza com que idade é que ouvi a primeira música desta banda histórica, mas foi antes de começar a ter aquele gosto especial por música. Penso que faz parte da cultura geral de uma pessoa. Nunca ouvi um álbum do início até ao fim, é algo que não devia dizer eu sei, mas acho que com 20 anos é que tenho “cabeça” e “ouvidos” para entender o quão importantes foram os Beatles para o mundo da música, influenciando bandas que ouço hoje em dia. Tive a minha fase “armado em miúdo intelectual”, em que ouvia os principais clássicos, mas não percebia bem o que estava a escutar, ouvia só porque era “fixe”. Tipo: aquelas raparigas de 14/16 anos que usam camisolas dos Ramones, só para o chamado “Swag”, ou “Estilo” em bom português, mas que mal sabem de que banda se trata. Assim era eu com os Beatles. Continuo a não ouvir muito, confesso, mas sem dúvida que ouço com outros “ouvidos” e com a mente mais aberta.

A minha escolha vai para a música “And I Love Her”, originalmente gravada em 1964 para o álbum “A Hard Day`s Nigth”, composta pelo cantor e baixista Paul McCartney, para a sua namorada da altura.

Uma música com um arranjo fantástico e com uma letra que deixa qualquer miúda nas nuvens. As razões são mais que muitas para amar e pôr no “repeat” vezes sem conta.

Texto por João Alves

Sétima Legião “Porto Santo”

Sétima Legião 1989

A “Sétima Legião” está entre as minhas bandas preferidas portuguesas. Fizerem excelentes canções e apesar das influências que sofreram da música vinda de Inglaterra, nomeadamente dos Joy Division, sempre conseguiram ter uma sonoridade bem tipicamente portuguesa.

Escolhi a música “Porto Santo”, por ser uma das suas grandes composições e porque prova o que eu disse atrás. Apesar das diversas influências, não temos dúvida que se trata de música feita em Portugal… independentemente da letra. Destaca-se a excelente produção, arranjos e ambiente que a música consegue criar.

É uma das faixas do álbum “De Um Tempo Ausente”, de 1989.

Texto por João Catarino

Ciclo de Conversas na Fnac Chiado

Decidimos criar um projeto só nosso, onde nos vamos dar a conhecer.

O projeto consistirá num ciclo de conversas, onde falaremos e damos a conhecer a banda ou o artista  convidado, que por fim acabará com uma pequena showcase. Como mediador, teremos o nosso professor Rui Miguel Abreu, conceituado jornalista e critico musical que trabalha na Blitz e na Antena 3, com o seu programa “Rimas e Batidas”. Será um ciclo que decorrerá uma vez por mês, num sábado pelas 17h, excecionalmente devido à agenda da artista. Temos já conversa marcada para dia 15 de fevereiro com Ana Miró, que responde por Sequin e que será a nossa primeira convidada.

Sequin é o projecto a solo de Ana Miró, cuja voz reconhecemos pela sua colaboração com Oscar Silva em Jibóia. O projecto nasceu no início de 2013, dando-se a conhecer em maio, com o lançamento de Beijing, tema que tem inundado as rádios nacionais.

As suas músicas levam-nos a uma espécie de orientalidade electro pop, embalada pela sua voz doce e envolvente, pelos ritmos quentes e pelas ambiências antagónicas que vai criando, num misto de festa e de nostalgia.

Em outubro, Sequin oficializou a sua ligação à Lovers & Lollypops.

Tendo passado por vários palcos em todo o país, destaca-se a sua presença em festivais como Milhões de Festa, Vodafone Mexefest, Vodafone Paredes de Coura, NOS Alive e Futuroscope em Itália.

O seu primeiro álbum foi lançado no dia 21 de abril de 2014 e foi produzido por Moullinex.

Por isso venha conhece-la e fique também a conhecer a nossa paixão por música.

Texto por Mauro Lopes (Straka)

Qual é a vossa música preferida dos “The Beatles” e porquê?

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Quando se fala nos quatro membros dos “The Beatles”, a discussão de qual deles o preferido costuma ser entre John Lennon e Paul McCartney. Pois, o meu preferido não é nenhum deles, mas sim George Harrison. Como pessoa, aparentava ser o mais humilde, sensato e com melhor feitio. Como músico e membro da banda britânica, trouxe novas sonoridades para o seu universo, como as muitas influências que sofreu da cultura indiana. Mas é o seu valor como compositor que me leva a elegê-lo como “Beatle” preferido. Apesar de terem sido poucos os temas que compôs para os discos da banda (“Long, Long, Long”, “Here Comes The Sun”, “Something”…), todos eles são especiais e de uma beleza tremenda.

Assim, a minha música preferida é da autoria de George Harrison e chama-se “While My Guitar Gently Weeps”. É uma canção com uma sonoridade extraordinária, uma bonita melodia e uma profundidade musical incrível. É uma das faixas do disco homónimo lançado em 1968, mas mais conhecido por “Álbum Branco”, e tem como convidado na sua versão original Eric Clapton, que fez o solo de guitarra.

Mal a música começa fico logo todo arrepiado.

Texto por João Catarino

The Staves – “Facing West”

Um trio de irmãs britânicas com vozes doces e melodias cativantes. As Staves são compostas por Emily, Jessica e Camilla Staveley-Taylor.

Com três EP’s e um álbum no mercado, a sua carreira está ainda no início, no entanto o seu talento é reconhecido pelos colegas. Atuando como banda de abertura para Mt Desolation no seu tour do Reino Unido em 2010 (sendo Jessica um membro integrante da banda), e nos Estados Unidos para The Civil Wars e Bon Iver em 2012, as suas atuações marcantes ocorreram em 2013 no festival de Glastonbury. Têm várias parcerias com bandas britânicas como The Vaccines ou Mumford and Sons.

Um exempo do seu talento ao vivo, aqui fica Facing West, gravada ao vivo num dos concertos de abertura para Mt Desolation, em Leeds.

Texto por Rita Silvestre

Qual o artista/banda que mais acompanham neste momento?

Ora bem é para falar do artista/banda português que mais acompanho neste momento? Tenho que começar por admitir, que antes de entrar neste curso não ouvia tanta música portuguesa como ouço agora. Mas sem dúvida que sinto um orgulho enorme, pelo que se faz por cá.

O artista que escolhi, é o Allen Halloween. Um nome que já conhecia, mas a que comecei a prestar mais atenção depois das aulas em que falámos de hip hop. Com um estilo muito próprio, Allen Halloween consegue fugir do que é habitualmente feito no hip hop e criar um estilo muito seu, que resulta do modo como escreve as suas músicas e as canta. Fiquei rendido aos seus dois álbuns “Projecto Mary Wich” e “A Árvore Kriminal”. Os dois trabalhos mostram bem a sua identidade e é o que mais admiro, porque a cada música que faz mostra quem é !? de onde vem !? É isso que o faz um artista único. Aguardo, com alguma ansiedade, pelo seu próximo álbum.

Texto por: João Alves