Miguel Araújo no Coliseu do Porto

A estreia a solo de Miguel Araújo na mais emblemática sala da sua cidade não poderia ter sido melhor.

Com o seu último disco “Crónicas da Cidade Grande” na bagagem, o músico começou por tocar o álbum de trás para a frente “tipo Benjamin Button, mas do José Faria dos Santos” (personagem principal do álbum), brincou.
Para além da habitual banda que o acompanha em palco por esse país fora, Miguel Araújo trouxe ao Coliseu um octeto (violinos, viola, violoncelo, fagote, flautas e oboé) que acrescentou não só um tom orquestral às canções tocadas como também uma boa pitada de alegria (a certa altura, até a onda fizeram).

Para uma data tão importante, não podiam faltar convidados especiais. Inês Viterbo foi a primeira a subir ao palco, em “Balada Astral”, um momento marcado pelas luzes que se foram acendendo na plateia – obra da página de Fãs de Miguel Araújo. António Zambujo deu um pouco do seu charme em “Romaria das Festas de Santa Eufémia” e “Pica do 7”. Antes, Ana Moura havia deixado o Coliseu sem palavras com “E Tu Gostavas de Mim”, a canção que Miguel Araújo escreveu para “Desfado”.

Numa noite marcada por grandes momentos, poderia não ser fácil escolher o mais incrível, mas é difícil não falar de “Like a Rolling Stone”. A canção de Bob Dylan que Miguel Araújo tem tocado nesta tournée explicando que foi a primeira música que aprendeu a tocar, na altura no baixo, por influência da banda dos tios, foi ponto alto do concerto no Coliseu. Ao palco subiram os três tios para uma interpretação fantástica que levou a sala ao rubro.

Houve ainda tempo para uma nova canção, tocada apenas a voz e guitarra, e para “Canção do Ciclo Preparatório”, tema do primeiro disco a solo de Miguel Araújo. Em “Os Maridos das Outras” a festa foi total, caíram balões sobre a plateia (mais uma obra do clube de fãs) e todos os presentes acabaram de pé a ovacionar o seu conterrâneo. No final, todos os músicos e convidados se juntaram em palco para uma “Reader’s Digest” bem mais festiva e divertida que o habitual, com confetti e tudo.

Sem grandes truques na manga, Miguel Araújo venceu o nervosismo (admitiu ter planeado ao pormenor uma fuga de última hora) e ofereceu à sua terra um concerto inesquecível, recheado de belas canções e momentos marcantes. “Feitinho!”

Texto por Teresa Colaço

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s