Música popular eslava deslumbrou no CCB

O palco do pequeno auditório do Centro Cultural de Belém recebeu o DCSH – Shostakovich Ensemble para um momento musical dedicado aos únicos dois Quartetos com piano do Compositor checo Antonín Dvorák.

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Fez 25 anos no passado dia 9 de Novembro que caiu o muro de Berlim, no mesmo dia em que este concerto se realizou e o músico e pianista português, Filipe Pinto-Ribeiro, dedicou este concerto a este momento histórico, com base no repertório que iam apresentar em palco.

Antes do início do concerto, o pianista português – considerado um poeta do piano- fez uma breve apresentação da biografia do compositor Dvorák e sobre o repertório que iam tocar. De seguida entraram os músicos que o acompanhavam em quarteto, nomeadamente, Guillaume Sutre no violino, Isabel Charisius na viola e Quirine Viersen no violoncelo. Filipe Pinto-Ribeiro referiu que reuniu neste concerto “um conjunto de músicos de exceção, vindos de Amesterdão, Lucerna e Los Angeles”.

Na primeira parte do concerto tocaram os três andamentos que constituem o Quarteto com piano nº1, op 23, transportando o público presente para um momento musical mais tranquilo e eslavo.

Na segunda parte do concerto tocaram o Quarteto com Piano nº2, op. 87 na sua totalidade, ou seja, os quatro andamentos que o constituem.

Foi um momento musical muito orquestral, levando todos os presentes na sala a um momento único, “artístico e fulgor”.

Notou-se muita musicalidade, paixão, entrega e comunicação por parte de todos os músicos. A maneira como se entregavam na música, de como o arco tocava nas cordas e os dedos vibravam, parecia que o instrumento não era só parte do corpo mas que a alma dos músicos era o instrumento.

A violoncelista holandesa, Quirine Viersen, foi a que se recebeu mais elogios por parte do público, sendo a opinião a mesma para todos: “Não tirava os olhos dela”, “ela é muito musical a tocar” ou “os movimentos dela ao tocar eram deslumbrantes”.

Com a sala do CCB praticamente cheia, no final do concerto o público aplaudiu de pé, batendo palmas fortes e gritando “bravo”, “brava”, “maravilhoso”.
O público não deixou de parte a opinião de qual foi o quarteto de que mais gostaram, “sem dúvida o nº 2, op87”.

Texto por Laura Pinheiro.

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