Músico(s)/banda(s) portuguesas que mais vos têm marcado

Desde de criança que sou muito curiosa e quando descobri o que era música, nunca mais a larguei. Descobri a música sozinha, porque ninguém na minha família era músico ou ouvia música com muita frequência e isto foi novidade para todos. Não me considerava normal, pois em vez de fazer “birra” para ter brinquedos, muitas vezes fazia “birra” porque queria cassetes e cds de música. Estava constantemente com as cassetes nas mãos, a ver os videoclips na televisão, a ligar a rádio e a “roubar” os cds da minha irmã. Ela como era mais velha e eu não tinha o “poder” de obter cds a qualquer altura, “roubava-lhe” os cds. Deve ser por isso que naquela altura os Anjos, os Santamaria e os Excesso estavam o top da minha lista. Aquilo era uma loucura… lembro-me de ir a vários concertos dos Anjos e de ver os Santamaria na semana do Mar na lha do Faial. Recordo-me de um dia estar na escola e durante o lanche na sala dos alunos começou a dar o videoclip “Não sei viver sem ti” dos Excessos e todos começaram a cantar e eu estava calada. A minha professora disse-me: “Laura, canta!” E eu respondi: “Gosto de prestar atenção à letra e de ouvir a música na sua plenitude!” A música como tinha um grande impacto em mim queria descobrir a razão pela qual, e para uma criança isso era o mundo. Posso afirmar que os Anjos, os Santamaria e os Excessos marcaram-me por influência, mas gostava muito deles.

No entanto, houve cantores e bandas que me marcaram porque eu descobri-os do nada e criaram um click em mim, por exemplo os Madredeus, Quinta do Bill, Santos e Pecadores e Corvos.

Sempre fui uma grande fã de rock, e quando descobria bandas ou cantores de rock apaixonava-me logo por eles, e os Quinta do Bill foram sem dúvida um grande exemplo de pop rock (isto na cabeça de uma criança).

Apesar de na minha infância ouvir muita música anglo-saxónica e de ter aprendido a falar inglês sozinha aos 4 anos de idade, dava mais importância aos artistas portugueses do que os internacionais. Aprendi através deles a dar importância às letras e às palavras. Prestava muita atenção às letras, à musicalidade, a forma como juntavam tudo e até comentava/criticava comigo própria quando a música não estava “perfeita”, pois para mim, a música é perfeita, mas a vida não! Daí refugiar-me nesta arte.

Na minha opinião, a música é como um conto de fadas, há sempre uma lição de vida, seja ela qual for, está sempre presente em todas as letras e ajudam-nos a crescer.

Atualmente, depois de adulta, o grupo musical que me tem marcado mais é sem dúvida os Deolinda. As letras são qualquer coisa de outro mundo, o modo de como estão integradas na perfeição na musicalidade, nos instrumentos, na composição, é magnífico. Às vezes penso: “que sensação de Deja vú, parece que escreveram as músicas de prepósito para mim, estou tão dentro delas”. Por isso é que criei uma grande ligação com eles.

Como também, a música “Chuva” cantada pela fadista Mariza, é algo que me marcou e marca-me todos os dias. Não consigo explicar o porquê mas posso dizer que os meus olhos ficam cobertos de lágrimas.

Concluindo, Portugal está cheio de arte e de música. Estes artistas todos – e não só – contribuíram para o nosso crescimento musical e psicológico, de certa forma. Se não fossem eles, não seriamos tão ricos musicalmente e não seriamos quem somos hoje. O amanhã é incerto, mas devemos levar sempre nos nossos corações quem nos fez crescer e quem fez e faz história.

texto por Laura Pinheiro

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